quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Salve, salve, aos ajeitamentos

Nepotismo é assunto destaque na sessão da câmara de Fernandópolis
Por: Fátima Mafra
O Projeto de Lei nº 90/2007, trouxe em pauta a prática do nepotismo em Fernandópolis, que teve dispensa das formalidades, incluindo-o na ordem do dia. Visava impedir o nepotismo em Fernandópolis.
Os vereadores debateram sobre o assunto, vários deles são favoráveis a esta prática, pois tem familiares empregados na prefeitura, e argumentaram ainda que é muito comum isso no Brasil. O projeto foi rejeitado por 5 x 3 votos, favoráveis apenas os vereadores Alaor Pereira Marques, José Carlos Zambon e Francisco Affonso de Albuquerque.
O projeto embora rejeitado, há uma lei maior sobre a lei municipal, que é a Constituição Federal, e que diz que nepotismo é crime, portanto esta lei não se faz necessária para que seja ajuizada qualquer denúncia sobre nepotismo.
O eleitor é o único capaz de resolver este impasse, exigindo dos candidatos comprometimento e eliminando aqueles incapazes de cumprir a lei, por se beneficiarem direta ou indiretamente.
O famoso jeitinho brasileiro está presente na administração pública de Fernandópolis, tanto no legislativo quanto no executivo. Ficou claro que durante a sessão da câmara, os ajeitamentos ainda imperam nas administrações públicas.
A desordem na câmara comprova os problemas existências que julgam existir na administração da prefeita Ana Bim. Vereadores não cumpriram seu papel de legislar no interesse da população, só o Ministério Público poderá defender os fracos e oprimidos.

Rejeição de projeto foi acertada antes da sessão

Vereadores se reuniram numa sala da Câmara para acertar duas rejeições e uma aprovação


VALDECIR CREMON
Da Redação


O “esquema” que impediu a aprovação do projeto que proibia a contratação de parentes de políticos eleitos na Prefeitura e na Câmara de Fernandópolis foi definido meia hora antes do início da sessão da última terça-feira, 21. Um encontro acertado pelo presidente do Legislativo entre cinco dos nove vereadores que estavam no Palácio 22 de Maio foi o ponto final do trajeto de quatro meses entre o protocolo e o arquivo do projeto.
Os cinco parlamentares que acertaram o voto contrário são exatamente os que têm 13 parentes empregados na Prefeitura.
Ademir de Almeida, que preside a Casa até o final deste ano, tem um tio empregado sem concurso desde antes dele entrar para a vida pública. E este é o seu argumento mais poderoso para justificar a manobra para derrotar Alaor Pereira – pai de uma empregada da área de educação -, autor do projeto.
Junto ao presidente, Milton Bortoleto – inimigo dos microfones e da tribuna da Câmara -, que tem um irmão empregado no setor de saúde, segundo o político da família, é “um bom médico”.
Para o “esquema” funcionar, Almeida e Bortoleto ainda angariaram votos de Warley Campanha, Pedro de Toledo e Manoel Sobrinho. Houve grande facilidade com Warley Campanha, que tem três parentes nomeados como assessores de confiança do Executivo – dois com salários maiores que os seus.
Ao contrário do grupo de Almeida e Milton Bortoleto, os vereadores que votaram a favor de Marques – Francisco Afonso e José Carlos Zambon – se encontraram apenas no plenário.
E foi também nos bastidores que a Câmara impôs mais uma derrota à prefeita Ana Bim, ao derrubar o veto do Executivo à concessão de meia-entrada a professores das redes pública e privada em cinemas e teatros da cidade. Aí deu acordo em toda a Câmara, com nove a zero.
Pra compensar, os vereadores também acertaram com antecedência a aprovação do projeto que concede bolsas de estudo a universitários, do jeito que a prefeita queria.
Vereador Requer Providências a Prefeita Sobre Maus Tratos em Criação de Animais Domesticos.
Questão de saúde publica uma das discussões da Câmara Municipal.

O vereador Alaor Pereira Marques requereu na ultima sessão da câmara, realizada na terça-feira, que a prefeitura responda ao abaixo-assinado feito pelos moradores do bairro onde uma senhora cria 70 gatos, cujo odor incomoda os vizinhos.
O documento foi entregue ao parlamentar solicitando auxilio para que o problema fosse resolvido. Segundo o vereador, as providencias devem ser tomadas assim que prefeita for esclarecida do fato. A vigilância sanitária deve ser convocada a comparecer no local para averiguar a situação.
Questionado pela reportagem sobre a existência de uma lei que estabeleça um numero máximo de animais, Marques explica que o local com animais deve receber cuidados. "não existe uma lei que estabeleça um numero, mas qualquer local onde se cria animais, precisa receber cuidados diários".
A senhora se defende dizendo que ama os animais, muitos deles abandonados, porque não existe nenhum outro lugar onde eles recebam cuidados. Ela fala que a prefeitura não se preocupa com esse problema e trata-o como se não existi-se.
Alaor espera que esse problema seja resolvido pela prefeitura. "Todos os seres vivos merecem respeito e não somente os seres humanos que vivem espalhados pelo mundo, cada um deles tem o direito de viver, os animais domésticos não pediram para serem retirados da natureza, foram os "humanos" que o fizeram, cabe a eles tomarem medidas para cuidarem desses problemas".
(Pedro Giachetta)

Malabarismo Político

O veto caiu, o nepotismo continuou e as bolsas saíram

Por: Claudio Ferreira

Na sessão da Câmara que aconteceu na última terça-feira, em Fernandópolis, os vereadores aprovaram projetos que vão desde concessão de bolsas de estudo à alunos carentes da cidade até criação de cargos no quadro de funcionários do legislativo. Um dos destaques foi a votação do projeto que prevê o fim do nepotismo na cidade. Uma manobra politica usada pelo presidente da Câmara Ademir de Almeida, fez com que o projeto entrasse em votação com dispensa de formalidades que foi pedida pelo vereador Milton Cezar Bortoletto. Tanto o presidente da Câmara como o vereador possuem interesse direto no rpojeto, pois ambos possuem parentes empregados na administração municipal. Como o prazo de vista venceu na terça-feira, Adeir aproveitou que a vereadora Maisa Rio não estava no plenário e o colocou em votação um dos projetos mais polêmicos dos últimos meses. O vereador Alaor Pereira, propositor do projeto foi pego de surpresa e não teve tempo de articular os votos favoráveis ao projeto, e acabou sendo derrotado por 5 votos contrários. Alaor, Francisco albuquerque e José Carlos Zambon, que são vereadores da base de oposição a prefeita Ana Bim, foram os votos vencidos. Sabe-se que em Fernandópolis o número de parentes de primeiro e segundo grau na adminsitração é grande e a certeza que o projeto não seria aprovado era tanto que a prefeita contratou a menos de uma semana para ocupar o cargo de Diretora de Agricultura uma prima do Diretor de Planejamento, Edson Damasceno. Outro assunto colocado em pauta foi o veto da prefeita ao Projeto de Lei que institui o sistema de meia-entrada destinado aos professores de educação infantil, ensino fundamental, médio e universitário, das escolas públicas e privadas.