quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Rejeição de projeto foi acertada antes da sessão

Vereadores se reuniram numa sala da Câmara para acertar duas rejeições e uma aprovação


VALDECIR CREMON
Da Redação


O “esquema” que impediu a aprovação do projeto que proibia a contratação de parentes de políticos eleitos na Prefeitura e na Câmara de Fernandópolis foi definido meia hora antes do início da sessão da última terça-feira, 21. Um encontro acertado pelo presidente do Legislativo entre cinco dos nove vereadores que estavam no Palácio 22 de Maio foi o ponto final do trajeto de quatro meses entre o protocolo e o arquivo do projeto.
Os cinco parlamentares que acertaram o voto contrário são exatamente os que têm 13 parentes empregados na Prefeitura.
Ademir de Almeida, que preside a Casa até o final deste ano, tem um tio empregado sem concurso desde antes dele entrar para a vida pública. E este é o seu argumento mais poderoso para justificar a manobra para derrotar Alaor Pereira – pai de uma empregada da área de educação -, autor do projeto.
Junto ao presidente, Milton Bortoleto – inimigo dos microfones e da tribuna da Câmara -, que tem um irmão empregado no setor de saúde, segundo o político da família, é “um bom médico”.
Para o “esquema” funcionar, Almeida e Bortoleto ainda angariaram votos de Warley Campanha, Pedro de Toledo e Manoel Sobrinho. Houve grande facilidade com Warley Campanha, que tem três parentes nomeados como assessores de confiança do Executivo – dois com salários maiores que os seus.
Ao contrário do grupo de Almeida e Milton Bortoleto, os vereadores que votaram a favor de Marques – Francisco Afonso e José Carlos Zambon – se encontraram apenas no plenário.
E foi também nos bastidores que a Câmara impôs mais uma derrota à prefeita Ana Bim, ao derrubar o veto do Executivo à concessão de meia-entrada a professores das redes pública e privada em cinemas e teatros da cidade. Aí deu acordo em toda a Câmara, com nove a zero.
Pra compensar, os vereadores também acertaram com antecedência a aprovação do projeto que concede bolsas de estudo a universitários, do jeito que a prefeita queria.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom artigo, Cremon! apenas um detalhe: o quarto parágrafo pode ser melhorado ao ser dividido em dois períodos. Abç (a publicação dos meus comentários não é necessária)

Profa Tatiana Brandini

tatianabrandini@fef.br