Projeto que criou agência da Receita na cidade fortaleceu rede federal para cobrança de impostos
VALDECIR CREMON
Da redação
Se estivesse vivo, certamente o deputado federal Plínio Cavalcanti de Albuquerque teria um motivo para se lembrar de Fernandópolis neste dia 10 de março. É que na data completam-se os 48 anos de instalação da extinta Coletoria Federal na cidade, transformada na década de 60 em agência da Receita Federal.
Aprovada na Câmara, a proposta do parlamentar passou sem dificuldades pelas comissões e o plenário do Senado, entre 1949 e 50.
Albuquerque, que morreu num acidente de carro em 1977 e era filiado ao PTB, foi autor do Projeto-de-Lei número 00817/49 que criou o órgão na cidade, gerando um equilíbrio de importância regional com Votuporanga, que já possuía a Coletoria dois anos antes. Ao mesmo tempo, a instalação posicionou Fernandópolis a frente de Jales, acirrando a disputa regional por prestígio, logo no período de instalação da maioria dos municípios do Noroeste de São Paulo.
Para o deputado, contudo, a questão não parecia ter importância. Notas taquigráficas dos arquivos do Senado, com dados transferidos ao site www.senado.gov.br, mostram que políticos da época queriam mais contribuir com o governo federal do que com municípios ao proporem a criação de coletorias.
O interior de São Paulo era, na década de 40, “uma fonte de riquezas” pela produção de café e a possibilidade de instalação de empresas. O grande volume de dinheiro em circulação só seria conhecido através de um órgão dedicado a cobrar tributos, segundo o jornalista Alberto Vianna, autor de dois estudos sobre a arrecadação de impostos no país, desde o Brasil Colônia até a “era Lula”.
Para Cavalcanti a ação não carregava interesses eleitorais, porque sua base de trabalho era o Vale do Paraíba.
Atualmente, a agência da Receita na cidade funciona em prédio próprio, no bairro Vila Aparecida, de onde acompanha a arrecadação de tributos federais na cidade. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o volume recolhido superou a R$ 13 milhões. Isto representa 10% acima da arrecadação no mesmo período de 2007.
quinta-feira, 6 de março de 2008
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Um comentário:
Como sempre, mantendo a preferência por artigos de pronúncia... A pauta pede base no discurso-anúncio. Mas o texto está ótimo, tem bastante informação. Parabéns pela pesquisa, seu faro encontrou informação no fundo do bau. Isso é jornalismo. Parabéns!
Profa Tatiana Brandini
tatianabrandini@fef.br
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